Na organização económica e social de Portugal, nos séculos XII e XIII, os senhorios rurais constituíam um elemento essencial. Eram a base de sustentação dos nobres, a origem da sua riqueza e da sua capacidade de mandar, que exerciam sobre esses territórios e os seus habitantes. Esse seu prestígio e superioridade social deveu-se, entre outros factores, ao papel que desempenhavam na guerra de Reconquista, através da qual adquiriram terras, cargos e poderes. Vamos identificar esses homens e perceber como se afirmaram enquanto grupo, quais os seus traços de distinção social.